Orgulho e Preconceito

Não li Orgulho e Preconceito, e quero ver se leio. Normalmente gosto de primeiro ler, e depois assistir. E também acho estranho assistir ao filme sem ler o livro, mas dessa vez foi diferente. E, também foi diferente de Razão e Sensibilidade, que li o livro, e já vi o filme umas 20 vezes, mas isso rende outro post.

Voltando ao filme que deu título a esse post… O filme homônimo do livro de 1813, de Jane Austen, enche os olhos. Apesar de ser muito parecido, na história e até nos nomes de alguns personagens, com Razão e Sensibilidade (primeiro livro da autora, que também ganhou uma adaptação cinematográfica), ele é muito mais belo e, particularmente, muito melhor.

Para quem não conhece a história, o filme de Joe Wright, assim como livro, se passa na Inglaterra em 1797 e conta a história das cinco irmãs Bennet. Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) – foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

Apesar de ser de uma época bem diferente, Jane Austen (sim, a autora do livro, pois o roteiro foi adaptado para o filme, e a criação dos personagens e da história é da autora e não da roteirista Deborah Moggach) consegue criar personagens complexadas e tão reais, principalmente em relação aos sentimentos e emoções. Além disso, a forma como o cotidiano é abordado torna tudo ainda mais real.

Keira Knightley rouba a cena, com o temperamento e teimosia de Elizabeth. Determinada, culta, e sem medo de dizer o que pensa. Mesmo que esteja puxando assunto com o sério Sr. Darcy, e ele a rejeite. Essa “mistura” das classes sociais, a tentativa das moças de casarem com um homem rico, e como a classe mais abastada se porta frente às famílias mais humildes é mostrada durante o filme inteiro. Porém, também vemos as mudanças que ocorrem nos tratamentos, conforme as pessoas vão se conhecendo, fazendo com que os mais “metidos” se tornem mais humanos; ganhando até o carinho do publico.

Mesmo sendo um filme de época, ele não tem nada de chato, nem de parado. E ao contrário de Razão e Sensibilidade, com um ritmo muito mais interessante e um desenrolar dinâmico. Além disso, cenas divertidas se intercalam a momentos que fazem suspirar, e momentos mais “tensos”; com personagens sendo construídos no decorrer do filme.

Com uma fotografia belíssima e impecável, Orgulho e Preconceito faz qualquer um querer conhecer aqueles cenários lindos. Além disso, é impressionante como a luz do sol se faz presente e se torna fundamental; afinal, dá um toque acolhedor, romântico e sonhador dando vida às cenas. Não posso deixar de citar como achei genial e maravilhosa a forma como é mostrada a passagem de tempo, em um dado momento do filme, em que Elizabeth esta sentada em um balanço de corda, e a cada volta, o tempo passa – fazendo uma alusão até mesmo a um relógio. De uma simplicidade incrível, porém lindo.

Adorei o filme e recomendo, e ainda digo, achei melhor que Razão e Sensibilidade. Sem a menos dúvida.

Espero que tenham curtido o post, e até a próxima sessão!

Ficha Técnica Orgulho e Preconceito:

Pride & Prejudice (2005 – Inglaterra)

Direção: Joe Wright

Elenco: Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Tom Hollander, Rosamund Pike, Jena Malone, Judi Dench.

Links que contribuíram para esse post: http://www.imdb.com/title/tt0414387/http://www.adorocinema.com/filmes/orgulho-e-preconceito/;

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2 comentários sobre “Orgulho e Preconceito

  1. Esse é meu filme favorito, assisti diversas vezes. Também acho a fotografia impecável e amo a trilha sonora, além dos atores, dos figurinos e das paisagens. Mas acredite, o livro consegue ser ainda melhor.
    B-jus

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