O Homem que Plantava Árvores

Meu pai me mandou esse curta esses dias, por e-mail. E, apesar da demora para assistir, finalmente vi o filme de Frédéric Back, e achei lindíssimo.

O Homem que Plantava Árvores (1988 – L’homme qui plantait des arbres),  é baseado num conto do francês Jean Giono, de 1953. O filme conta a estória de Elzeard Bouffier, um pastor de ovelhas que durante anos cultivou uma floresta esplendorosa numa área desértica da França. O conto é narrado por um jovem viajante (Philippe Noiret, no áudio francês – original; e por Christopher Plummer, em inglês), que um dia encontra este homem nas suas viagens e acompanha a mudança na paisagem no decorrer dos anos. A beleza calma da paisagem contrasta com a fúria das duas Grandes Guerras que o narrador assiste e o feito notável do pastor oferece um olhar do poder inspirador da natureza e da esperança, que podem emergir no mais improvável dos lugares.

É impossível assistir e não sentir nada, ou ficar indiferente a história contada nesse curta belíssimo. Belo na estética do mesmo, e na idéia central. Simples, e sem dúvida alguma uma animação que transcende o tempo, tendo em vista que ela data de 1988, e ainda hoje continua extremamente atual.

Frédéric Back

Ganhador do Oscar de 1988, na categoria de curta de animação, e todo desenhado a mão, pelo diretor, fazem do filme ainda mais especial. O trabalho de Frédéric Back é primoroso e impecável: em alguns momentos parecem desenhos feitos direto em uma folha de papel, ora com lápis de cor, ora com giz; em outros momentos parecem pinturas que se movem na tela, e diante dos nossos olhos. As transições suaves e a forma como um desenho se transforma em outro são incríveis. O fato de utilizar poucas cores por desenho, variando apenas as tonalidades para criar sombras e detalhes nos momentos iniciais do filme, antes da transformação feita por Élzeard, contrasta muito com a utilização de cores variadas em um mesmo desenho. Dessa forma, as cores funcionam também para mostrar mudanças, humor, e principalmente, vida.

As cenas de caos, angustia e desespero, realmente passam isso, e o mais incrível, é que os desenhos em si, não se movem, apenas se transformam uns nos outros de forma espetacular; de forma que conseguimos entender o quão bem  Back conseguiu capturar e colocar em um papel todos aqueles sentimentos.

Um filme que vale a pena ser visto mais de uma vez. Uma lição de vida em 30 minutos. Um curta com história e mensagem que dariam um longa.

Até a próxima sessão!

Links que contribuíram para esse post: http://www.imdb.com/name/nm0045610/http://filmow.com/o-homem-que-plantava-arvores-t12175/http://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Back

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