American Horror Story

Sim, o Próxima Sessão é um blog sobre cinema, mas de vez em quando vamos trazer coisas diferentes, como séries; pois elas são tão boas, que merecem destaque, e que poderiam ter sido filmes se duvidar.

Acabei de terminar a primeira temporada de American Horror Story. Não sou uma grande fã de histórias de terror e tal, na verdade quase sempre fecho os olhos em cenas apavorantes. Mas essa série me cativou de uma forma inacreditável. Queria que a temporada tivesse, sei lá, mil episódios, de tão envolvente que é a história.

Mas vamos aos poucos. Para quem nunca ouviu falar, a série estreou ano passado, tanto nos Estado Unidos quanto aqui; ela foi criada e produzida por Ryan Murphy (Nip/Tuck e Glee) e Brad Falchuk (Nip/Tuck). Por enquanto, a segunda temporada ainda não estreou aqui no Brasil.

Mas, por que estamos falando de uma série? E, em especial da primeira temporada, que foi a que eu vi até agora, e recomendo de olhos fechados?

Simples. Primeiro que uma série de TV tem diversos elementos que também existem no cinema, e segundo, por que essa série tem cara de filme, e inclusive se inspirou muito em filmes clássicos de terror.

A primeira temporada se passa em Los Angeles, e é centrada na história do psiquiatra Ben Harmon (Dylan McDermott), sua mulher Vivien (Connie Britton), e a filha deles Violet (Taissa Farmiga), e sua mudança para a cidade dos anjos, para uma casa que guarda ótimas histórias de seus antigos moradores. O terror-drama de American Horror Story vai além do tipo de terror que estamos acostumados a ver nos filmes, ele é abordado de outra forma, sutil, mas psicológica, mexendo sempre com os maiores medos das pessoas.

Não é só o que não enxergamos, que não está no nosso plano, mas trata do que está, e da forma como lidamos com as pessoas a nossa volta e nossos medos mais comuns e reais. A forma como Murphy e Falchuk conseguiram isso, é incrível.

Personagens reais, profundos, e com histórias, ressentimentos, mágoas, medos e sentimentos; que cativam o espectador, encantam, por pior que sejam seus caráteres.

O que dizer de Jessica Lange (Cabo do Medo – 1991), que vive a sofrida e as vezes assustadora Constance? E de Evan Peters (Kick-Ass – 2010), o encantador, gentil e apaixonante Tate? Atores incríveis, tal como Taissa Farmiga (Em Busca da Fé – 2011), a inocente Violet; Connie Britton (A Hora do Pesadelo – 2010), Frances Conroy (O Aviador – 2004), Dennis O’hare (21 Gramas – 2003), Jamie Brewer, estreante na televisão, Kate Mara (127 Horas – 2010) e Dylan McDermott (Edison – 2005), e todos os outros que estão na série, que em seus papéis, tão bem interpretados, nos mostram que existe sempre mais do que podemos ver; todos tem seus medos, suas culpas; seu lado são e seu lado insano, e por que não, cruel, mau?

Tate (Evan Peters), Constance (Jessica Lange) e Moira (Frances Conroy)

Não vou dar detalhes da trama, acho muito injusto estragar a série, para quem ainda não a viu. Mas posso falar das referencias cinematográficas que comentei antes. A série me lembrou um pouco Horror em Amityville (1979, remake em 2005), afinal de contas, ambas as casas não são comuns, e tem suas histórias passadas. Outro filme do qual lembrei foi O Bebê de Rosemary (1968), mas acho que assim que assistirem a série vão entender por que fiz essa associação. A sequência da entrada da série me lembrou muito o crédito inicial de Se7en (1995), e eu não podia estar mais certa sobre essa associação, afinal, acabei de descobrir que ambas foram criadas por Kyle Cooper e sua empresa Prologue. Para quem duvidar, pode conferir abaixo.

Um pouco assustador, para dizer o mínimo, não? Segundo Murphy, depois de ver o nono episódio da temporada, todas as imagens passam a fazer sentido.

Como disse no inicio, não sou fã de filmes de terror, mas American Horror Story ganhou meu coração, e assisti a toda a temporada e um só final de semana. Não conseguia esperar para ver o que ia acontecer em seguida. Acho isso incrível, pois sou fã de algumas séries, mas até agora, nenhuma tinha me prendido (haha) dessa forma.

A segunda temporada, que só foi lançada até agora lá fora, será ambientada em outro lugar, e não na Casa Assassina, daí que ao nome da série será acrescentado o Asylum. Sim, pelo que entendi cada temporada será uma história independente, em lugares diferentes, porém, não menos assustadores. Por esse motivo a série tem sido considerada uma antologia.

Para quem não assistiu, assista. Posso dizer sem medo algum que é surpreendente, muito bem produzida, escrita e dirigida; com um roteiro incrível, ótimos atores, trilha sonora e efeitos visuais (na medida). Uma das melhores séries que já assisti, se não a melhor. Abaixo o vídeo promocional e o trailer da primeira e segunda temporada da série!

Espero que assistam, e se divirtam tanto quanto eu! Até a próxima sessão!

Links que contribuíram para esse post: http://www.youtube.com/http://www.imdb.com/

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