Oz – Mágico e Poderoso

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Sam Raimi é mais conhecido pela sua presença no mundo do terror trash, principalmente com a trilogia Evil Dead e o atual Arrasta-me para o Inferno. Mas, como ele se sairia em um projeto completamente diferente, longe das aventuras com demônios e fantasmas grotescos? É o que se propõe com Oz – Mágico e Poderoso.

Oz – Mágico e Poderoso conta a história que antecede ao famoso livro O Mágico de Oz, com a chegada de Dorothy a terra de Oz, levada pelo tornado em Kansas para uma terra encantada e cheia de criaturas mágicas. Como vocês bem devem lembrar, a terra toda é governada pelo mágico de Oz – um humano falastrão e impostor – que se mantém na Cidade das Esmeraldas, coordenando tudo que lhe cabe. Pois o filme de Sam Raimi, justamente, narra a chegada do famoso mágico a terra encantada, seguindo o mesmo caminho de Dorothy, através de um gigante tornado.

A proposta do filme, explorando o mágico e impostor é, como dito, percorrer a terra encantada mostrando como Oz consegue resolver o conflito das bruxas e terminar com o impasse do futuro herdeiro, apenas usando suas pequenas artimanhas para, com muita audácia, chegar ao posto de rei da terra. Para Oz, temos a interpretação de James Franco. Para os outros personagens, temos Mila Kunis (como uma das bruxas), Zack Braff (como Finley), entre outros.

Através de muita beleza gráfica, dividindo o filme tal qual o musical de 1939 entre o antes e depois, sendo o antes preto e branco e o depois muito colorido, um dos grandes pontos altos do filme é, sem dúvidas, a beleza visual. Utilizando muitos efeitos especiais na composição do cenário, Sam Raimi consegue dar um ar falso a todo mundo de Oz, sendo visivelmente digitalizado demais, com uma cara quase de desenho mas que, de maneira quase proposital, acaba “conversando” com a proposta do filme, dando ainda mais contraste a toda história da obra.

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Como dito, com um roteiro girando sobre a história de Oz (o mágico), a ideia do filme é, entre outras coisas, mostrar a dualidade do próprio personagem, interpretando um canastrão e mulherengo mágico de circo que, ao ser transportado para a terra de mágica, acaba se mostrando um grande herói e homem com muita bondade no coração. Como na própria diferença gráfica, o “antes e o depois” do mágico fica expresso, também, na mudança drástica de cenários, passando de seu passado problemático e duvidoso com a imagem desgastada, para um mundo novo e cheio de descobertas, assim como o próprio Oz, que acaba se descobrindo totalmente diferente na terra encantada. Não só pelo contraste evidente, a atuação de James Franco – brilhante, diga-se de passagem – ajuda na composição do personagem e do enredo; a atuação do ator, vivendo efetivamente e de maneira muito expressiva a transformação do mágico, acaba mostrando de maneira muito convincente a entonação quase caricata do personagem, por hora atrapalhado, por hora enganador, mas também um bravo e humilde guerreiro quando precisase.

Aliado ao brilhantismo gráfico e a James Franco, temos boas atuações dos personagens secundários, com ótimas interpretações coadjuvantes, como as próprias bruxas, ou o carismático Finley, que acabam dando mais veracidade a trama e riqueza de detalhes ao mundo mágico de Oz. Como era de se esperar, se tratando de um mundo de criaturas mágicas, a necessidade de boas atuações e bons personagens para o tema, era assunto essencial. E, desta forma, as interpretações e os atores cumprem bem seu papel, auxiliados pelo bom trabalho da animação gráfica, que garante uma vividez de detalhes e expressões a diferentes criaturas.

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O ponto mais fraco do filme fique, talvez, na própria história. Com alguns furos sobre o livro original, a trama acaba apresentando quase a mesma coisa que as suas obras antecessoras, como o filme de 1939, aonde Dorothy iria parar na terra de Oz. Sem muitas novidades, a história mostra apenas o mágico tentando, tal qual Dorothy, derrotar as bruxas más, sem nenhuma novidade aparente, ou nenhum brilhantismo pelo seu simplismo de enredo. É contornado pela direção de Raimi que, explorando os bons atores e a beleza da peça, consegue dar uma fluidez ao roteiro muito boa, tornando quase imperceptível a história sem muitas emoções. O filme flui de uma maneira muito boa, misturando momentos de tensão, emoção e ação, com um pequeno toque de comédia, um humor quase inocente, levando toda óptica da caricatura gráfica da película a um nível muito leve de se apreciar. Mesmo com toda a “densidade” da relação das bruxas, ainda assim, tudo parece inocente, como uma história infantil.

Com seus prós e contras, Sam Raimi cumpre o seu papel, assim como o elenco, e mostram um filme que talvez não seja inovador mas, mesmo assim, garante uma boa aventura, despregada de qualquer densidade emocional mas, ainda assim, simples e bela.

Boa Noite e até a próxima sessão!

Fontes que contribuiram para o post: google, wikipedia, imdb, youtube

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