This is the end

Pois é, caros leitores. Voltamos de viagem e, não só isto, com uma crítica prontinha. Crítica, esta, sobre o novo filme de Seth Rogen e James Franco, conhecido como This is The End. Em mais uma comédia e também com o apoio de outros atores, como Michael Cera, Emma Watson, Jonah Hill, Jay Baruchel, entre outros, o filme se desenvolve de uma maneira muito peculiar e criativa, funcionando muito bem como uma diversão descompromissada e criativa.

A história gira em torno dos atores interpretando a eles mesmos, como se não fossem de fato personagens, vivendo uma festa na casa de James Franco que, inesperadamente, se vê em meio ao fim dos tempos, em um apocalipse bizarro envolvendo destruição, monstros e mortes, sendo a única maneira de sobreviver a tudo ficando recluso no que restou da própria mansão de James Franco, com muita bebida e drogas mas pouquíssimos alimentos e água.

Estranho e criativo, o filme segue na mesma linha de comédia dos outros feitos por estes atores, como SuperBad, Segurança Fora de Controle e Ligeiramente Grávidos, focando num humor, as vezes, não tanto visual, mas construído através de diálogos muito bem elaborados e situações simples porém hilárias. Toda a história do filme, afinal, está embasada nas diferentes relações entre os atores – interpretando eles mesmos – de uma forma a parecer crível cada conflito dos personagens (que não são personagens), além de personalidades completamente divergentes do que estamos acostumados a imaginar. Cada um, ali, vive a versão totalmente diferente do que costumeiramente vislumbrávamos; Michael Cera sendo um “bad boy”, Emma Watson não sendo uma menininha indefesa, James Franco sendo cínico, egoísta e cheio de manias, Jonah Hill sendo tranquilo e conservador e assim por diante. Justamente, através disso e de diálogos muito bem elaborados, vemos a evolução da comédia do filme naquele mundo catastrófico, onde os personagens terão de viver as adversidades sendo pessoas que não possuem habilidades de sobrevivência e tampouco estavam preparadas para aquela situação, expondo os conflitos de cada um nas mais simples (e idiotas) situações, como brigas imensuráveis para a divisão de chocolates e barrinhas de cereal, ou sobre o consumo de água e como eles irão dormir na mansão.

A proposta de misturar uma ideia estapafúrdia como o fim do mundo com um elenco e roteiro de “simplicidades”, de pequenas discussões sobre convivência de velhos amigos e conhecidos, contrasta muito bem para o desenvolvimento do filme, além de cair como uma luva na ideia de usar os atores interpretando a eles mesmos, deixando tudo mais engraçado e estranho, afinal, não é costume você ver James Franco interpretando James Franco, ou Seth Rogen interpretando Seth Rogen e assim por diante. A desconstrução de você perceber estrelas sendo “pessoas normais” e agindo das maneiras mais idiotas possíveis acaba dando um toque muito peculiar e inovador ao projeto, justamente por funcionar tão bem como ficção mas com uma suposta “realidade”, que na verdade não existe, mas é engraçadíssima igual. Ver os pequenos conflitos de personalidade de cada um, ali, é um dos grandes pontos altos do filme. Como James Franco vaidoso e preocupado com os detalhes de sua casa, ou a briga para disputar a amizade de Seth Rogen, além de todos eles se drogando e falando sobre frivolidades e brigas estúpidas de amizade e afins.

O toque de humor fino dos atores, preocupados em não esboçar o exagero, sempre atentos aos pequenos detalhes, as sutilezas de pequenas situações e comentários – como na cena da arma de James Franco, que vocês verão ao longo do filme – acabam também funcionando muito bem, justamente dando um ar ainda mais bizarro de realidade a uma situação completamente não real, funcionando para reforçar o fato de nos fazer crer que os personagens ali não são personagens, mas as próprias pessoas que eles interpretam. No final das contas, aliás, você vai achar que James Franco é aquele James Franco do filme, que Seth Rogen é aquele Seth Rogen do filme e assim por diante, tornando tudo mais cômico ainda, imaginando o perfil psicótico de cada um que está ali expostos…mas na vida real! O espectador é levado a imaginar que, sim, na “vida real” todos aqueles caras, ali, se comportariam daquela maneira mais idiota possível em todas as pequenas questões do cotidiano e, como no filme, agindo das maneiras mais absurdas e egoístas possíveis, mas não menos engraçadas.

Para dar um ar ainda mais caricato ao filme, temos muitas cenas com efeitos especiais duvidosos, coisas recheadas de CGs de quinta categoria, mas que acabam tornando a obra mais cômica e funcionando como uma assinatura interessante ao projeto, justamente por deixa-lo ainda mais característico e rico em bobagens e situações cômicas. Afinal, é engraçado você ver uma série de cenas se desenvolvendo de uma maneira perfeitamente crível, aí, repentinamente, aparece aquele efeito especial tosquíssimos e completamente inadequado a tudo, criando um contraste gigante na obra, principalmente sobre a ideia de “por que cargas d’água fizeram algo tão malfeito num projeto relativamente caro?“.

Não é o melhor filme do mundo e, de fato, não é o melhor filme nem dos próprios atores. Mas, ainda assim, é uma comédia divertidíssima e, como os outros filmes dos mesmos atores, mesmo com os mais simples roteiros, acabam funcionando muito bem e em um resultado fantástico. Vale a pena ver e se divertir com o absurdo completo de This is The End que, certamente, desponta como uma das melhores surpresas do cinema mainstream de 2013.

Boa Tarde e até a Próxima Sessão!

Fontes que contribuíram para este post: imdb.com, google.com, youtube.com

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