Os 3 filmes que eu mais vi na vida

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Estes tempos estava eu pensando com meus botões, afinal, quais seriam as obras que eu mais vi e o porquê. Depois de muito pensar e, numa análise meio intuitiva, acho que consegui elencar quais foram. É bem provável que existam mais filmes que eu repeti muito por aí – como a saga da Pantera Cor de Rosa, com Peter Sellers, ou O Exorcista, que vocês vão perceber que não constam na lista – mas garanto que os três escolhidos eu acabei vendo muito mais. Cada qual tem sua justificativa e acho justo, já neste clima de final de ano, aproveitar para fazer uma retrospectiva dessas. Segue:

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1 – Casino
Indiscutível, este foi o filme que eu mais vi. Ele me absorve com um efeito quase hipnótico: se eu pego ele passando na televisão, não importa, eu paro pra ver – ainda que o filme seja gigante. Esta obra exerce um efeito estranho e, por dois fatores, gosto muito dela. Primeiro por um caráter nostálgico, Casino foi um dos primeiros “filmes violentos/adulto” que eu vi quando era moleque e, talvez isto, o impacto em mim tenha sido tão absurdo que até hoje me deixa de boca aberta. O segundo fator é que, indiscutivelmente, é um grande filme; a gente vê o ápice de Scorsese montando um cenário incrivelmente cruel e realista, embasado em uma fotografia e uma trilha maravilhosa, com atuações marcantes e um roteiro muito bem amarrado. Não se atribui só a violência o fato de ser um grandioso projeto, muito pelo contrário, a realidade dos personagens é algo absurdamente contundente e garantem uma trama crível e de uma (quase) poesia da sociedade americana pós anos 70.

Tommy Lee Jones

2 – As Margens de Um Crime
Eu já escrevi sobre este filme e, com tremenda injustiça, é um daqueles clássicos desconhecidos. Eu me pergunto como uma obra com tãos bons atores e uma direção impecável consegue sumir desta maneira. Nem por isto, enfim, para mim continua gigante. Já vi tantas vezes que perdi a conta. Neste caso, talvez o fator que mais me leve a apreciar a obra é a exploração dos cenários mesmo; acho absolutamente fantástico como o diretor soube construir a climatização do sul dos Estados Unidos – local que eu acho estéticamente belíssimo – com um ar tão peculiar mas ao mesmo tempo plausível. É um filme bonito, ponto, e isto bastaria, porém, além disso, conta uma ótima e estranha história, um crime macabro que, pode ter certeza, embasou outras obras como a aclamada série True Detective.

Lords of Dogtown

3 – Os Reis de Dogtwon
Eu gosto de skate, eu acho crucial a história dos Z-Boys tanto para o universo do skate quanto para a cultura pop moderna e eu acho a trilha sonora deste filme sublime. Bastava para mim em considera-lo um pequeno épico mas, de fato, há uma exploração muito bem construida no aspecto biográfico do filme; eu geralmente não gosto de biografias, va lá, mas este caso é muito especial. Da forma como ela é contatada e mostrada em tela, não retrata apenas o acontecido, mas de uma maneira muito singular como cada um dos envolvidos se tornou, literalmente, um “rei da rua”. Uma mistura de veracidade ou ficção, pouco importa, o que se vê é o desenvolvimento de lendas num trabalho bem executado pelo diretor, que sabe a importância do mito para formar grandes personagens.

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Bônus:

Uma série: Twin Peaks
Esta é outra que eu já escrevi e já revi umas 5 vezes, pra mim, podem falar, podem elencar o que for da HBO – e realmente são ótimas séries – não adianta, Twin Peaks bate todas. Sim, com problemas de continuidade, alguns furos no roteiro, o trabalho da dupla Frost e Lynch é um dos mais ricos e densos em criar um panteão de personagens estranhos e surreais, mas ao mesmo tempo completamente plausíveis. Não só isto, o detalhismo da série é tão supremo que, determinadas coisas, eu só fui reparar lá pela terceira vez que vi. O cenário e a história é todo mapeado com elementos que você só consegue ir percebendo depois que reve e já “entende” alguns acontecimentos futuros da série.
Continua me surpreendendo e continua sublime, Twin Peaks é imbatível. E finalmente vai voltar.

E era isto, galera. Aconselho a ver os três, assim como a saga da Pantera Cor de Rosa com o Peter Sellers, além de O Exorcista e Twin Peaks. Vejam porque são obras maravilhosas e muito bem boladas, aproveitem esta época de férias para encher o tempo livre com boas produções audiovisuais. Boa tarde e até a Próxima Sessão!

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