Drops: Extraordinary Tales – Curtas de Animação baseados em Poe

Como faz muito tempo que não rolam algumas dicas aqui e, como eu acho que deveriam rolar mais dicas sem a necessidade de críticas, o que eu quero dizer para vocês, caros leitores, é que ASSISTAM AGORA MESMO o filme … Continuar lendo Drops: Extraordinary Tales – Curtas de Animação baseados em Poe

True Detective – uma série memorável

True Detective é uma daquelas coisas tão meteóricas que é difícil tentar entender o sucesso. Fala sério, quantas séries alcançam este status hype tão rápido? Mesmo séries que se consagraram, como The Wire, Breaking Bad, entre outras, engatinharam no início pra poder chutar o balde no final; muitas delas, inclusive, sofrendo ameaças de cancelamento porque “não estavam agradando o público“, como o próprio caso de Seinfield, que tardiamente foi considerada a melhor série de comédia de todos os tempos. E aí veio True Detective que, em dois ou três episódios, já havia alcançado uma aura de cult que muitas outras … Continuar lendo True Detective – uma série memorável

Elefante

Um filme polêmico em todos os sentidos, hoje vamos falar sobre o ótimo e bizarro Elefante; projeto bem antigo do conceituado diretor Gus Van Sant, conhecido por filmes como Paranoid Park, Milk, entre outros também aclamados e cheios de discussões, o diretor segue a risca uma carteirinha de experimentações pouco usuais mas que, geralmente, nos trazem resultados fantásticos em suas obras. E, exemplo mais do que perfeito é o filme de hoje:

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Mas, antes de falar propriamente sobre Elefante, devemos lembrar um pouco sobre o próprio diretor que, por muitas vezes, dirige seus filmes de uma maneira muito peculiar. Isto porque, antes de tudo, Gus Van Sant é um daqueles diretores experimentalistas, que gosta de aplicar novas formas de dirigir, enquadrar, desenvolver personagens e roteiros, enfim, um cara que transforma pequenos detalhes em “grandes situações” dado o alto grau de excentricidade; formado em Rhode Island School of Design – conhecida escola de artes experimentais – já participou de projetos que você nem deve saber. Gus Van Sant, por exemplo, dirigiu clipes! Isto mesmo! E, dentre eles, constam clipes famosos como Under the Bridge, do Red Hot e Weird, dos Hansons. E, justo por sua formação e suas experiências, Gus Van Sant, as vezes, opta por trabalhos não tão convencionais como se imagina. Como o caso de Paranoid Park, um filme com uma montagem não-linear e segmento de história um tanto quanto diferente – ainda que o assunto seja relativamente simples (dois jovens andando de skate, envolvidos em um possível assassinato). Assim como também nos seus clipes e, também, em Elefante, o diretor pretende trazer algum de novo sempre; mesmo que o assunto propriamente não seja uma novidade.

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10 coisas que só acontecem em filme de terror

Bom dia, galerinha! Pois é, finalmente voltamos. Com um pouco de atraso, mas conseguimos. E, para comemorar o Halloween, mesmo que depois da data oficial, resolvemos elencar uma pequena listinha de 10 coisas que só acontecem em filme de terror de Hollywood. Sim, uma lista clichê para palar de clichês! Sem muita enrolação, porque ainda vai demorar um pouquinho para estabilizarmos o blog, segue o post: 1 – Vamos nos separar O clássico maior de qualquer filme de terror. Este item é inquestionável e praticamente acontece em TODO filme que tenha mais de um personagem. Os personagens estão lá, perseguindo … Continuar lendo 10 coisas que só acontecem em filme de terror

Repulsion, de Polanski

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Polanski é um grande diretor. Embora as polêmicas pessoais envolvendo processos com menores de idade e o drama de sua esposa assassinada (a famosa Sharon Tate, no conhecido caso de Charles Manson e seus seguidores), ainda assim, o diretor se sobressai e consegue ser mais importante pelos seus filmes do que pelos fatos da sua vida fora do cinema. É o responsável pela aclamada trilogia do apartamento, onde gravou 3 filmes distintos com uma temática envolvendo o terror e suspense de personagens reclusos em suas próprias casas, enlouquecendo aos poucos. Dentre os três filmes, o de maior destaque é o famosíssimo O bebê de Rosemary, elogiado pela crítica e considerado um dos melhores filmes de terror até hoje. Mas, não só ele, há também o igualmente fantástico O inquilino e, por último, o filme que falaremos hoje, aqui: Repulsion (ou, na horrenda tradução nacional, Repulsa ao Sexo).

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Haneke e Funny Games

Haneke é um diretor conhecido, conceituado e o grande idealizador da obra Funny Games. Um filme que, embora sua estrutura relativamente simples, apresenta uma das reviravoltas mais sensacionais da história do cinema, aonde um personagem do filme passa a discutir e “dirigir” a película, escolhendo os acontecimentos da história; isto para, entre outras coisas, entrar em uma discussão sobre a existência de algo (objeto) entre o plano real X imaginário, se há diferenças ou se a existência per se já é suficiente para igualar os planos. Mas, não só isto, outro grande detalhe do filme é o fato de que … Continuar lendo Haneke e Funny Games

100 imagens que marcaram o cinema

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O cinema é a arte de contar uma história através de imagens em movimento. O que seria do cinema sem as imagens, afinal? A grande graça – e trabalho – dos artistas está justamente em se adequar a tela; tanto diretores ao fazer a fotografia, captar os melhores ângulos, as melhores montagens, quanto atores, em parecer convincente o suficiente para a obra ficar esteticamente bonita.

Mas, e se pudéssemos escolher as imagens do cinema que mais nos marcaram? O Próxima Sessão fez isto! Escolhemos as 100 imagens mais marcantes do cinema e postamos aqui, para vocês, na íntegra. Segue:

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Os 5 melhores filmes handmade

Ok, eu confesso que eu não sei se é este o nome, mas tudo bem, vá lá. Na falta de uma nomenclatura correta, resolvi usar o termo “handmade” (ou algo como, “feito a mão”) para descrever estes filmes que entupiram as estreias nos últimos anos. Aqueles famosos filmes pseudo-documentários, ao qual supostamente são feitos para imitar uma gravação real, que explodiram como sucesso depois do fenômeno “A bruxa de Blair”.

Eu sou muito fã desse tipo de filme, dos mais ruins aos mais ousados, então, por isso, resolvi desenvolver a minha lista com os 5 melhores filmes do gênero. Segue:

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Drops: Rabbits, de David Lynch

Esse é um curta (não tão curto) que eu acho genial. Pra variar, a peculiaridade de David Lynch foi capaz de organizar uma história bizarra com uma família de coelhos-humanos em um cenário excessivamente lúgubre, discutindo sobre seus problemas pessoais e questões quase filosóficas.

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As 5 piores continuações que eu já vi

Seguindo o post sobre as continuações sem nenhuma lógica aparente, só para gerar uma renda extra para meia dúzia de exploradores, resolvi postar, então, as 5 continuações mais horríveis que eu já tive o desprazer de ver.

Vale lembrar que eu desconsiderei continuações puramente nonsense, como o caso dos Jasons da vida, porque perder o tempo comentando sobre elas seria demais.

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A mulher de preto

Vi recentemente o último filme do ator Daniel Radcliffe, com o título de A mulher de preto. Confesso que baixei mais pela comédia de ver o então Harry Potter atuando fora de seu personagem, do que propriamente com interesse no filme. Vi e revi. A primeira vez com sono, a segunda não. O filme dividiu críticas. Embora fique com uma nota relativamente boa nos sites especializados no assunto, ainda assim, muita gente detestou com diversos argumentos.

Eu não.

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Drops: Terminus, de Trevor Cawood

Este é um curta que eu vi faz um tempinho e acabei me recordando agora.

Trata-se de um bizarro thriller/drama de ficção científica, que conta a história de uma série de seres não-humanos com o estranho hábito de seguirem humanos; com o desenvolver do filme, dá pra estabelecer uma relação entre humano-coisa e compreender esta “perseguição” melhor. Os créditos ficam ao pessoal dos efeitos-especiais, que fizeram um belíssimo trabalho, e ao diretor, que executou esta estranha história.

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Halloween, de John Carpenter

Este é um caso de filme mal compreendido. Isto porque Halloween é um dos melhores filmes de terror já produzido, mas ninguém percebe.

Frequentemente, ao falarmos de filmes de terror, criamos conscientemente (ou inconscientemente) uma subcategoria destes filmes, enquadrada como “terror adolescente“. Este filmes, por sua vez, como aquelas famosas comédias universitárias a la American Pie, retratam uma realidade dos jovens americanos, com o intuito de agradar um público-alvo de idade parecida ao dos personagens do filme. Justamente por essa ideia, levando em conta a pouca credibilidade do público-alvo, filmes deste subgênero frequentemente discorrem sobre uma série de clichês e situações pouco convincentes, com atores baratos/novatos em obras com uma qualidade duvidosa, seja no roteiro ou na execução. Em suma, o fato de um filme ficar enquadrado como “terror adolescente” é quase como depreciar. Alguns casos até acabam virando clássicos com o passar dos anos, como Sexta-Feira 13, principalmente por vilões marcantes, mas a priori, continuam sendo produções duvidosas.

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Cisne Negro

Como boa bailarina que fui, e internamente ainda sou, quando Cisne Negro saiu no cinema não pude deixar de ir ver. Ainda mais depois de ter visto o trailer. Fui, assisti e sai da sessão perplexa, maravilhada, querendo voltar a dançar, e sem dúvida assistir novamente.

O filme de Darren Aronofsky (Réquiem Para um Sonho – 2000) mostra ao espectador um outro lado da arte, da dança, um lado competitivo, de muito esforço, frio; não só o lado belo, e divino que vemos nos palcos. A música, Ciranda da Bailarina, do Chico Buarque, nunca se encaixou tão bem: a bailarina não tem nada; as bailarinas profissionais vivem para a dança, encantar e maravilhar o publico, e é isso que vemos em Cisne Negro.

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