Black Starman Bowie – ou: porque perdemos a maior estrela do século

Eu demorei para escrever este texto por vários motivos e, dentre eles, alguns principais: o fato de estar, mais uma vez, postando simultaneamente em dois blogs – o que me levava a tratar sobre o mesmo tema com duas razões … Continuar lendo Black Starman Bowie – ou: porque perdemos a maior estrela do século

Elefante

Um filme polêmico em todos os sentidos, hoje vamos falar sobre o ótimo e bizarro Elefante; projeto bem antigo do conceituado diretor Gus Van Sant, conhecido por filmes como Paranoid Park, Milk, entre outros também aclamados e cheios de discussões, o diretor segue a risca uma carteirinha de experimentações pouco usuais mas que, geralmente, nos trazem resultados fantásticos em suas obras. E, exemplo mais do que perfeito é o filme de hoje:

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Mas, antes de falar propriamente sobre Elefante, devemos lembrar um pouco sobre o próprio diretor que, por muitas vezes, dirige seus filmes de uma maneira muito peculiar. Isto porque, antes de tudo, Gus Van Sant é um daqueles diretores experimentalistas, que gosta de aplicar novas formas de dirigir, enquadrar, desenvolver personagens e roteiros, enfim, um cara que transforma pequenos detalhes em “grandes situações” dado o alto grau de excentricidade; formado em Rhode Island School of Design – conhecida escola de artes experimentais – já participou de projetos que você nem deve saber. Gus Van Sant, por exemplo, dirigiu clipes! Isto mesmo! E, dentre eles, constam clipes famosos como Under the Bridge, do Red Hot e Weird, dos Hansons. E, justo por sua formação e suas experiências, Gus Van Sant, as vezes, opta por trabalhos não tão convencionais como se imagina. Como o caso de Paranoid Park, um filme com uma montagem não-linear e segmento de história um tanto quanto diferente – ainda que o assunto seja relativamente simples (dois jovens andando de skate, envolvidos em um possível assassinato). Assim como também nos seus clipes e, também, em Elefante, o diretor pretende trazer algum de novo sempre; mesmo que o assunto propriamente não seja uma novidade.

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O cinema e o plágio, parte 2

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Pois é, pessoal. Para quem bem se lembra, nós já havíamos comentado sobre o fato do cinema frequentemente copiar a sua própria comunicação em um post bem antigo, mostrando os vários tipos de posters que são praticamente iguais. Mas, não só isto, vocês já repararam como os trailers também são incrivelmente “formulaicos”? Esta pequena paródia do site College Humor faz uma brincadeira com o antigo jogo de Windows, conhecido como Minesweeper:

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Drops – Trailer de Faroeste Caboclo

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Pois é, pessoal. Depois de tanto aguardar, finalmente saiu o trailer do filme Faroeste Caboclo!

Para quem não sabe, sim, vai entrar em cartaz uma produção inteira baseada na famosa música composta por Renato Russo, do Legião Urbana. Contando com Isis Valverde no elenco, Fabrício Boliveira, além de Marcos Paulo e Antônio Calloni, e a direção que fica nas mãos de René Sampaio.

Com uma boa referência dos Westerns Americanos, a produção promete. Confira o trailer abaixo:

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Ano Novo, drops de férias

ferias+havai1Como perceberam, o ritmo das postagens diminuiu nos últimos tempos. Isto, graças ao final de ano que é sempre a mesma correria habitual, não sobrando muito tempo para que se possa escrever no blog.

Para não passar em branco nesta época de comemorações, gostaríamos de desejar uma ótima virada de ano para todos aqueles que nos acompanham e que 2013 seja um ano de muitas realizações para vocês. E, para uma última risada de 2012, fiquem com um dos curtas do filme Toy Story, chamado de “Férias no Havaí”, que se passa após os acontecimentos do último filme da série, Toy Story 3.

Boas Festas!

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Drops: Trailer de Django Unchained

E, finalmente, divulgaram o trailer do novo projeto de Tarantino!

Como vocês já puderam acompanhar as imagens e a sinopse neste post, já estão por dentro do que o diretor está bolando para, mais uma vez, surpreender o espectador. E desta vez, ainda resolveu revelar o trailer para deixar o público com mais vontade de ver logo o filme pronto!
Vejam:

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Como fazer um curta experimental, cult e pseudo-intelectual

Esse é um vídeo antigo no Youtube, possivelmente um trabalho de faculdade, mas muito bom e bem bolado! É bem provável que todos nós já tenhamos visto filmes com esta lógica.

O sujeito brinca com a “fórmula” para aqueles filmes cheios de discursos e razões, ao qual os diretores arranjam mil e uma justificativas para fazer experiências e projetos estranhos com resultados mais bizarros ainda. Enfim, uma bela brincadeira muito bem explorada, principalmente em suas referências. Vale a pena ver!

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Drops: Django Unchained

Eu sempre gostei dos filmes do Tarantino. Pelos menos, todos que vi até hoje. Mesmo que neles quase todos os personagens acabem morrendo no decorrer da história. E o que isso tem a ver com esse post? Alguns já devem estar sabendo, mas para os que não sabem o Próxima Sessão vêm atualizar vocês. Começo do ano que vem, estreia o novo filme do diretor de Pulp Fiction.

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Saga musical cinematográfica do Rock

Gosto de filmes e gosto de música. Alguns shows são tão marcantes que extrapolam a barreira artística ao qual se enquadram, “saem” do universo musical e valem ser assistidos, também pela música, mas além de tudo pelas imagens criadas, por toda iconografia em volta do espetáculo em questão. Por isso, claro, além de obras musicais, poderiam muito bem ser enquadrados em qualquer categoria de filme, sendo verdadeiras obras de arte tanto em sons, quanto em imagens.

Resolvi, então, fazer um breve levantamento dos 5 shows de rock que eu considero os maiores exemplos disso:

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Bronson

Na onda de Tom Hardy, elencado para viver o vilão Bane no novo filme de Batman, resolvi aproveitar a recente fama do rapaz e escrever sobre o seu melhor e mais subestimado filme: Bronson.

Para quem não viu, pode ver que vale o tempo. Um projeto quase desconhecido, arrojado e com um resultado magnífico.

Bronson trata da história do criminoso mais famoso dos presídios britânicos, nascido como Michael Gordon Preston, mas autointitulado de Charles Bronson. O sujeito passou mais da metade de sua vida encarcerado, agredindo guardas e pulando de prisão em prisão por causa do seu mal comportamento famoso. Já ganhou vários prêmios em concursos de literatura e incentivo para presidiários e ainda escreveu um livro de como se praticar exercícios em ambientes pequenos (oriundos de seus anos em solitária). Uma figura ímpar.

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Heavy Metal

Quem aqui já viu este desenho? Admirado por uns, odiado por outros, uma obra que fez muitos amigos e muitos inimigos. Heavy Metal, um dos primeiros longas de animação com um direcionamento mais adulto.

A história trata sobre um objeto (uma bola verde) oriundo do espaço e que para na Terra, vindo nas mãos de um astronauta – em um carro – e que presenteia a filha com o mesmo. Daí em diante, o filme roda sobre um monte de pequenos curtas, cada qual sem nenhuma ligação aparente, mas todos mostrando como esta bola verde é o ser mais malvado da galáxia.

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Está próximo, Heleno de Freitas

O livro de Marcos Eduardo Neves, da editora Ediouro, dizia já no título, para todo mundo entender: nunca houve um homem como Heleno.

Mas quem foi o cidadão? Heleno de Freitas, ou Gilda, o craque galã, o artista da bola, jogador famoso da época mais gloriosa do Botafogo. Um dos melhores atacantes da década de 40, considerado um dos melhores jogadores até hoje. Heleno de Freitas foi considerado o primeiro “bad boy” do futebol nacional, o “pai” de todos Edmundos e Adrianos da vida.

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Doghouse

A melhor descrição que eu vi sobre este filme foi em um comentário do Youtube, o qual eu sinto que seria justo iniciar este post: como um filme com Danny Dyer sobre mulheres-zumbi pode ser bom?…e é!

Nada poderia ser mais verdadeiro. Mas, para situar vocês sobre o “porquê” de tal filme ser tão bom, primeiro, temos que analisar a sua proposta: o filme discorre sobre um sujeito comum, em depressão, chutado pela sua namorada de casa. Seus amigos, então, para anima-lo, resolvem leva-lo à cidade da Inglaterra com a maior concentração de mulheres por metro quadrado. Só que a cidade e as mulheres não parecem estar no seu perfeito juízo, tentando de todas as maneiras matar a todos os homens que cruzam seu caminho.

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Detroit Rock City

Aqui eu tenho uma pergunta que foi difícil responder por muito tempo. Aquelas dúvidas filosóficas que só depois de muito meditar chegamos a uma conclusão: qual foi o teen movie mais realista os tempos?

Temos uma briga boa, pois na categoria contam alguns clássicos absolutos, como American Pie, 10 Coisas que Eu Odeio em Você, ainda filmes de outras gerações, como Curtindo a Vida Adoidado e Clube dos Cinco, ou até Porky’s, mais antigo ainda. A lista é grande e o que não falta é opção, mas qual seria o mais realista? Qual representaria melhor um adolescente típico, aquele que eu e você fomos um dia? E a resposta me vem muito clara à mente: nenhum dos citados acima.

Sim, são ótimos filmes teen, todos devem vê-los, mas não são nada realistas. A maioria deles peca por um esteriótipo caricato, aonde o adolescente representa uma “classe” específica completamente satirizada, como um jogador, um marginal, um galanteador, qualquer coisa, mas que de fato representa 1% dos jovens mundiais. Quando alguém representava categoricamente algum “estilo urbano”, como os caras Clube dos Cinco? É bem mais provável que todos nós representemos, conforme a nossa situação, todos os estilos ao mesmo tempo. Perdedor, marginal, artista, jogador, todos somos.

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