Repulsion, de Polanski

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Polanski é um grande diretor. Embora as polêmicas pessoais envolvendo processos com menores de idade e o drama de sua esposa assassinada (a famosa Sharon Tate, no conhecido caso de Charles Manson e seus seguidores), ainda assim, o diretor se sobressai e consegue ser mais importante pelos seus filmes do que pelos fatos da sua vida fora do cinema. É o responsável pela aclamada trilogia do apartamento, onde gravou 3 filmes distintos com uma temática envolvendo o terror e suspense de personagens reclusos em suas próprias casas, enlouquecendo aos poucos. Dentre os três filmes, o de maior destaque é o famosíssimo O bebê de Rosemary, elogiado pela crítica e considerado um dos melhores filmes de terror até hoje. Mas, não só ele, há também o igualmente fantástico O inquilino e, por último, o filme que falaremos hoje, aqui: Repulsion (ou, na horrenda tradução nacional, Repulsa ao Sexo).

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100 imagens que marcaram o cinema

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O cinema é a arte de contar uma história através de imagens em movimento. O que seria do cinema sem as imagens, afinal? A grande graça – e trabalho – dos artistas está justamente em se adequar a tela; tanto diretores ao fazer a fotografia, captar os melhores ângulos, as melhores montagens, quanto atores, em parecer convincente o suficiente para a obra ficar esteticamente bonita.

Mas, e se pudéssemos escolher as imagens do cinema que mais nos marcaram? O Próxima Sessão fez isto! Escolhemos as 100 imagens mais marcantes do cinema e postamos aqui, para vocês, na íntegra. Segue:

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American Horror Story

Sim, o Próxima Sessão é um blog sobre cinema, mas de vez em quando vamos trazer coisas diferentes, como séries; pois elas são tão boas, que merecem destaque, e que poderiam ter sido filmes se duvidar.

Acabei de terminar a primeira temporada de American Horror Story. Não sou uma grande fã de histórias de terror e tal, na verdade quase sempre fecho os olhos em cenas apavorantes. Mas essa série me cativou de uma forma inacreditável. Queria que a temporada tivesse, sei lá, mil episódios, de tão envolvente que é a história. Continuar lendo “American Horror Story”

Os 5 melhores filmes handmade

Ok, eu confesso que eu não sei se é este o nome, mas tudo bem, vá lá. Na falta de uma nomenclatura correta, resolvi usar o termo “handmade” (ou algo como, “feito a mão”) para descrever estes filmes que entupiram as estreias nos últimos anos. Aqueles famosos filmes pseudo-documentários, ao qual supostamente são feitos para imitar uma gravação real, que explodiram como sucesso depois do fenômeno “A bruxa de Blair”.

Eu sou muito fã desse tipo de filme, dos mais ruins aos mais ousados, então, por isso, resolvi desenvolver a minha lista com os 5 melhores filmes do gênero. Segue:

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Alfabeto de Filmes

Entre os vários motivos que tinha para fazer um Facebook pra mim, um deles foi o fato de que, tendo um perfil na rede do Mark Zuckerberg, eu poderia entrar no Pinterest. Adoro o Pinterest, fico horas lá se deixar. E, para quem não conhece, a rede só trabalha com imagens, você entra, monta seus murais, e a partir daí coloca em cada mural a imagem que desejar; sendo que o link da onde ela vem, continua.

Bom, mas o fato é que, no Pinterest, eu acabei descobrindo o trabalho da Wildish & Co., que é um estúdio de design do Reino Unido que tem trabalhos muito legais! Mas eu acabei conhecendo um projeto deles, o ‘Friday Project’, que tem como objetivo toda sexta-feira criar uma coisa diferente, divertida, mas pensando no design também. E, dentro desse projeto está o ‘The Film Alphabets’, ou alfabeto de filmes, que é o que eu trago para vocês! Continuar lendo “Alfabeto de Filmes”

Fórmula secreta de Tim Burton

Quem já viu essa sátira? O pessoal do site College Humor fez uma brincadeira com o fato de Tim Burton explorar sempre os mesmos temas, das mesmas formas, com os mesmos atores, seguindo seu mais bizarro manual.

Um pequeno vídeo, de pouco mais de 2 minutos, contando todos os clichês do diretor que virou ícone pop na última década. Repare que todas as colocações feitas são exatamente iguais a 90% das obras dele. Muito bacana! Segue:

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A mulher de preto

Vi recentemente o último filme do ator Daniel Radcliffe, com o título de A mulher de preto. Confesso que baixei mais pela comédia de ver o então Harry Potter atuando fora de seu personagem, do que propriamente com interesse no filme. Vi e revi. A primeira vez com sono, a segunda não. O filme dividiu críticas. Embora fique com uma nota relativamente boa nos sites especializados no assunto, ainda assim, muita gente detestou com diversos argumentos.

Eu não.

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Doghouse

A melhor descrição que eu vi sobre este filme foi em um comentário do Youtube, o qual eu sinto que seria justo iniciar este post: como um filme com Danny Dyer sobre mulheres-zumbi pode ser bom?…e é!

Nada poderia ser mais verdadeiro. Mas, para situar vocês sobre o “porquê” de tal filme ser tão bom, primeiro, temos que analisar a sua proposta: o filme discorre sobre um sujeito comum, em depressão, chutado pela sua namorada de casa. Seus amigos, então, para anima-lo, resolvem leva-lo à cidade da Inglaterra com a maior concentração de mulheres por metro quadrado. Só que a cidade e as mulheres não parecem estar no seu perfeito juízo, tentando de todas as maneiras matar a todos os homens que cruzam seu caminho.

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Halloween, de John Carpenter

Este é um caso de filme mal compreendido. Isto porque Halloween é um dos melhores filmes de terror já produzido, mas ninguém percebe.

Frequentemente, ao falarmos de filmes de terror, criamos conscientemente (ou inconscientemente) uma subcategoria destes filmes, enquadrada como “terror adolescente“. Este filmes, por sua vez, como aquelas famosas comédias universitárias a la American Pie, retratam uma realidade dos jovens americanos, com o intuito de agradar um público-alvo de idade parecida ao dos personagens do filme. Justamente por essa ideia, levando em conta a pouca credibilidade do público-alvo, filmes deste subgênero frequentemente discorrem sobre uma série de clichês e situações pouco convincentes, com atores baratos/novatos em obras com uma qualidade duvidosa, seja no roteiro ou na execução. Em suma, o fato de um filme ficar enquadrado como “terror adolescente” é quase como depreciar. Alguns casos até acabam virando clássicos com o passar dos anos, como Sexta-Feira 13, principalmente por vilões marcantes, mas a priori, continuam sendo produções duvidosas.

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Masters of Horror

A inimaginável tarefa de reunir os maiores “mestres” de um gênero parece uma atitude intangível. Como dar espaço para todo mundo na mesma ciranda? Foi isso que, em 2005, Mick Garris resolveu “abraçar”.

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Idealizado a partir do documentário Boggeymen II: Masters of Horror, aonde os grandes nomes do terror eram chamados para entrevistas sobre o o gênero, Mick Garris viu então a possibilidade de reunir os mesmos convidados para, ao invés de falar, gravar.

A proposta se resumia em dar cerca de 45 minutos e 1 milhão de dólares para cada diretor gravar o seu episódio. Obviamente, se tratando de mestres (masters) do terror (horror), não poderia cair nas mãos de qualquer amador. E a grande sacada de Mick Garris ficou com a escolha de seus “convidados”; nomes como John Carpenter (Halloween, 1978), Dario Argento (Suspiria, 1977), Takashi Miike (Audition, 1999), John Landis (American Werewolf in London, 1981), entre outros.

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